Da Redação

Cerca de 1,35 milhão de pessoas morre por ano, no mundo, vítimas de acidentes de trânsito, segundo informou a ONU (Organização das Nações Unidas) em 2018. Com números tão alarmantes, o planeta precisa estar atento a este assunto e conscientizar a sociedade, através de campanhas, sobre a importância da segurança viária – seja para motoristas, pedestres ou ciclistas.

E uma das campanhas é o Movimento Maio Amarelo que nasce com a proposta de fazer o alerta ao cidadão e as autoridades para um problema que pode ser amenizado, se os direitos e deveres de cada um no trânsito forem respeitados.

O movimento

Segundo os representantes do Maio Amarelo, o objetivo do movimento é promover uma ação coordenada entre o Poder Público e a sociedade civil, colocando em pauta a segurança viária e mobilizando a sociedade para discutir o tema.

“O objetivo do movimento é o engajamento em ações e a propagação do conhecimento, abordando toda a amplitude que a questão do trânsito exige, nas mais diferentes esferas”, informam os representantes, no site do Maio Amarelo.

Por que Maio  e Amarelo?

O mês foi escolhido para conscientizar a sociedade sobre a importância em se reduzir os acidentes de trânsito porque no dia 11 de maio de 2011, a ONU decretou a Década de Ação para Segurança no Trânsito. Sendo assim, maio tornou-se a referência mundial para o balanço das ações que o mundo inteiro realiza.

A cor, amarela, simboliza atenção e também a sinalização e advertência no trânsito.

Retrato da realidade

Segundo um levantamento realizado pela Seguradora Líder, administradora do Seguro DPVAT, em nove estados brasileiros o trânsito deixou, em 2018, mais vítimas fatais do que os crimes de homicídio, latrocínio e lesão corporal seguida de morte.

O relatório compara o total de indenizações pagas por morte pelo seguro obrigatório e os dados das Secretarias Estaduais de Segurança Pública. São Paulo e Minas Gerais lideram a lista, com 5.462 e 4.127 sinistros pagos por acidentes fatais no trânsito contra 3.464 e 3.234 óbitos por crimes violentos, respectivamente.

Em todos os estados, as motocicletas estiveram entre os veículos com maior participação nos acidentes fatais. No Piauí, elas foram responsáveis por 73% dos pagamentos de indenização do seguro obrigatório para este tipo de cobertura.

“Apesar da redução dos acidentes e das mortes, os números ainda revelam um cenário preocupante da violência no trânsito brasileiro. Dados da PRF mostram que, no ano passado, as principais causas das ocorrências foram falta de atenção à condução, desobediência às normas de trânsito pelo condutor e velocidade incompatível com o limite. Ainda é importante lembrar que o país obteve a pior classificação referente ao limite de velocidade em áreas urbanas. Com isso, torna-se fundamental o constante investimento em prevenção, educação e medidas cada vez mais rigorosas de fiscalização”, afirma Arthur Froes, superintendente de Operações da Seguradora Líder.

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