O ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, disse que a pesquisa e até a operação de usinas nucleares podem ficar sem dinheiro se os cortes no orçamento da pasta para 2018 não forem revertidos.

 

Cortando na raíz

Para o próximo ano, o governo planeja um corte de R$ 1,2 bilhão da pasta em relação ao que foi previsto para a área em 2017.

“O orçamento de 2018 foi encaminhado ao Congresso Nacional com algo que será impossível de atender: a redução significativa do orçamento de 2017. É impossível, porque usina nuclear precisa de combustível, as universidades precisam de internet, as bolsas de estudo não podem ser paralisadas, senão você perde tudo o que foi investido”, ressaltou Kassab após participar da assinatura de um convênio entre a Embrapii  (Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial) e o Ministério da Saúde.

Segundo Kassab, ainda para este ano o Ministério espera o repasse de R$ 1 bilhão para honrar todos os compromissos. “Nós, após alguns meses de mobilização, conseguimos reverter esse corte linear, R$ 3 bilhões que faltavam para que o orçamento de 2017 fosse cumprido. Foi reduzido para R$ 1 bilhão, que precisam ser atendidos no mês de dezembro”, acrescentou.

 

Mas por outro lado…

O Ministério da Saúde fechou uma grande parceria com a Embrapii para destinar R$ 150 milhões para pesquisa na área de saúde. Os recursos repassados pela pasta serão distribuídos por meio de convênios com institutos, empresas e universidades para desenvolver produtos e equipamentos.

Os investimentos de recursos públicos devem representar um terço do custo de cada projeto. Os outros dois terços, que incluem aportes de infraestrutura e equipamentos, são de responsabilidade da entidade conveniada.

“É uma parceria, isso ajuda que um determinado projeto, que é interessante para o governo, com esse aporte se transforme em patente. Se transformando em patente, vira produto, se tornando um avanço tecnológico para a sociedade”, destacou o ministro da Saúde, Ricardo Barros.

 

Redução dos gastos

Segundo o ministro, o incentivo à inovação nacional pode reduzir os gastos do poder público, em especial na compra de medicamentos. “A inovação permitirá que desenvolvamos produtos que estamos comprando fora, de outras patentes. No caso da saúde há uma gama enorme de produtos, especialmente os biológicos, que são os mais caros para o poder público e que precisamos desenvolver localmente”, acrescentou.

Além dos remédios, Barros disse que a ideia é que sejam desenvolvidos processos e equipamentos que melhorem a rotina do sistema de saúde brasileiro e exemplificou: “o monitoramento, que são equipamentos eletrônicos que controlam leitos e pacientes remotamente, nos permitirá desospitalizar as pessoas que passarão a ser cuidadas em casa ou em hospitais de cuidados paliativos, sem a desassistência”.

 

*Com Agência Brasil

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