Da Redação

A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) aprovou a proposta que altera o valor das bandeiras tarifárias a partir de 1º de junho. A bandeira amarela passa a R$ 1,50 a cada 100 kWh, já a bandeira vermelha no patamar 1 custará R$ 4,00 a cada 100 kWh, e no patamar 2, R$ 6,00 a cada 100 kWh. A única tarifa que não sofreu aumento foi a da bandeira verde, que significa que existem condições favoráveis de geração de energia.

A alteração foi especialmente motivada pelo déficit hídrico do ano passado, que reposicionou a escala de valores das bandeiras.

O sistema de bandeiras

Criado pela Aneel, o sistema de bandeiras tarifárias sinaliza o custo real da energia gerada, possibilitando aos consumidores o bom uso da energia elétrica. Além disso, esse custo é pago de imediato nas faturas de energia, o que desonera o consumidor do pagamento de juros da taxa Selic sobre o custo da energia nos processos tarifários de reajuste e revisão tarifária.

A bandeira verde indica “condições favoráveis de geração de energia” e a tarifa não sofre nenhum acréscimo. A bandeira amarela mostra “condições de geração menos favoráveis”, enquanto a vermelha mostra “condições mais custosas de geração” ou “ainda mais custosas”.

“Hoje, a agência reguladora utiliza estes balizadores para que se possa tomar a decisão em função das condições de geração de eletricidade. Se precisará aumentar o valor da taxa, ou não”, explica Alcione Belache, da Renovigi, uma das maiores fabricantes de fotovoltaica do mercado.

Alcione vai além, e comenta que a energia brasileira está mais cara para produzir. “A crise hídrica é uma realidade, é preciso mudar a chave e procurar energias renováveis e gratuitas. E com isso, acabar com esse fantasma de acréscimo da conta de luz”, pondera.

Outras alternativas 

Energias renováveis são aquelas diretamente regeneradas ou reabastecidas pela natureza, nos seus processos normais, tendo, a maioria delas, a grande vantagem de provocar reduzidos impactos ambientais. Elas apresentam-se como alternativas sustentáveis ao uso de fontes tradicionais como gás natural, centrais hídricas, carvão mineral e petróleo.

“As oportunidades de mercado estão cada vez mais crescentes e o mercado continuará a abrir-se para a produção de energia limpa e sustentável. Imagina que se consegue economizar 95% do valor pago utilizando os sistemas solares nas residências, empresas e no campo”, explica Alcione.

Leia também

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *