As férias estão chegando e as altas temperaturas também. Dessa forma, a proteção à pele não pode ser dispensada, exigindo que as pessoas atentem-se ao uso do protetor solar.

Com a variedade de produtos nas prateleiras das lojas de cosméticos, é preciso fazer a escolha correta e sabe como usá-los.

 

E os filtros coloridos?

Muitas mulheres preferem os filtros com cor de base porque unem a proteção à estética. De acordo com Portilho, o produto colorido vai oferecer uma vantagem: a proteção contra a luz visível

“A matéria-prima que dá cor de base ao produto é o óxido de ferro. Não tem grande impacto na proteção contra UVB ou UVA. Por exemplo, um filtro com FPS 60 e PPD 20, com ou sem cor de base, terá a mesma proteção contra essas radiaçações, 60 e 20, respectivamente”, diz Portilho.

 

Produto para toda família

Adultos e crianças têm pele com sensibilidades diferentes à queimadura solar. Por isso, não é aconselhável comprar um único filtro para a família, com atenção para as crianças que têm pele mais sensível.

“Deve-se ter muita atenção ao erro mais comum: não ler o rótulo ou a bula do produto, pois a eficácia depende da reaplicação dos filtros solares (geralmente com intervalo de 1 ou 2 horas)”, fala o farmacêutico do Centro Universitário Celso Lisboa, Edézio Ferreira.

 

Proteção UVA

Em alguns casos, o produto pode não apresentar no rótulo que contém proteção UVA. Segundo especialistas, isso não seria motivo de preocupação porque a legislação brasileira determina que todo protetor solar deve passar por teste de comprovação de eficácia contra esses raios. Portanto, se um produto está na prateleira, ele já comprovou essa proteção.

“Não é obrigatório destacar na rotulagem. Algumas empresas colocam essa informação, conhecido como PPD (persistent pigment darkening), que é o nome do teste de eficácia usado para medir proteção”, reforça Edézio.

 

Proteções diferentes

Usar o mesmo tipo de protetor para o corpo e o rosto é recomendável? Especialistas dizem que é melhor evitar, pois muitos fotoprotetores corporais têm ingredientes comedogênicos. Ou seja, podem provocar o aparecimento de espinhas.

“Para o rosto, o ideal é ter antioxidantes e uniformizadores ativos que protejam a pele contra a radiação azul e que tenham ação antipoluição”, diz a farmacêutica Cláudia Coral.

Usar protetor facial no corpo també não é recomendável. “A maioria dos protetores para rosto não tem agente de resistência a enxágue e suor. Transferem facilmente para o tecido. Portanto, a permanência desse tipo de produto na pele fica comprometida”, fala Portilho

 

Só prestar atenção ao FPS

Além de apostar em um FPS igual ou acima de 30, que protege contra o UVB  – que pode causar queimaduras e câncer de pele -, é importante comprar um produto que contenha proteção PPD e IR (Infrared).

“Na prática o PPD representa a proteção contra os raios UVA, que podem trazer prejuízo à nossa pele o ano todo, causando desde envelhecimento até lesões mais graves, como câncer”, diz Edézio.

Já o IR é sentido através do calor ou mormaço. “É uma radiação que acomete um comprimento de onda suficiente para atingir a derme mais profunda, onde estão as fibras de ancoragem e sustentação da pele. E isso provoca um dano muito importante, com menor elasticidade e piora no aspecto geral”, ressalta Claudia.

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