Resta pouco menos de um mês para o verão chegar ao fim, e as altas temperaturas continuam predominando. Mesmo com as férias tendo acabado, o cuidado com os olhos precisa continuar.

A conjuntivite é uma doença que ocorre mais no frio. Porém, é no verão que o risco de contágio é maior, por causa da aglomeração de pessoas, como em uso de piscinas e na praia.

“Quanto maior a concentração de pessoas, maior a chance de transmissão”, diz a oftalmologista Cristina Dantas, membro do CBO (Conselho Brasileiro de Oftalmologia).

“Um vírus pode ficar em uma superfície dura, como maçaneta, controle remoto, corrimão, apoio de transporte público, entre outros, por muitos dias”, diz Cristina.

 

Perigo para os olhos

O contágio mais comum do vírus ocorre quando a pessoa esfrega as mãos nos olhos. Mesmo se tiver lavado a mão, ela não deve fazer isso, diz a especialista.

“Até mesmo a toalha na qual essa pessoa enxugou as mãos pode estar contaminada. Então, não se deve coçar os olhos”, explica Cristina.

Outro fator preocupante é o uso de óculos escuros. Em barracas de vendedores ambulantes é possível encontrar de todos os tipos e modelos, em preços bem abaixo dos estabelecidos em lojas especializadas. Porém, os oftalmologistas alertam para a qualidade do material.

“No escuro, a pupila dilata e entra mais raio de luz. Se a lente não for adequada, essa luz não estará sendo filtrada, o que pode trazer um prejuízo à pessoa”, explica Lisia Aoki, oftalmologista do Hospital das Clínicas.

Com lentes de contato, os cuidados também são grandes. “Nenhum fabricante indica na bula que a lente pode ser usada no mar ou na piscina. O risco de uma infecção é grande”, diz Lisia.

 

As doenças

A conjuntivite é a inflamação da conjuntiva – uma membrana que em condições normais, é fina e transparente, e recobre a parte branca visível do globo ocular.

Os sintomas dessa doença são olhos vermelhos e lacrimejantes, pálpebras inchadas, sensação de areia ou de cisco nos olhos, secreção, coceira, dor ao olhar para a luz, visão borrada, pálpebras grudadas quando a pessoa acorda.

Outras doenças podem ser confundidas com a conjuntivite, como o pterígeo – crescimento de um tecido sobre a córnea-, uveíte – inflamação da camada vascular do globo ocular – e o terçol ou calázio, uma alteração na pálpebra.

 

Cuidado com os colírios

O uso de colírios também é um fator que merece atenção no cuidado com os olhos. Não é qualquer medicamento que pode ser usado. Alguns, em vez de ajudar, podem causar um problema maior à pessoa.

“Tem muito paciente que acha que existe um colírio comum, mas não é bem assim. Nem todos os colírios são iguais. Um colírio com corticoide ou antibiótico só pode ser usado com acompanhamento médico”, afirma a oftalmologista Cristina Dantas.

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