Pacientes com diabetes devem tomar mais cuidado com o coração. Aproximadamente, metade das pessoas com esse problema pode morrer de infarto e um quarto de derrame, segundo alertam especialistas.

A prevenção, como alimentação saudável, exercícios físicos e visita frequente ao médico, é fundamental para quem é diagnosticado com diabetes, segundo Renato Zilli, endocrinologista do Hospital Sírio-Libanês.

“Cada vez se dá mais importância ao diagnóstico precoce tanto de diabetes como de doenças cardiovasculares. A avaliação deve ser feita periodicamente. O mais importante é a prevenção, que está relacionada a mudança do estilo de vida”, diz Renato.

 

Doenças e a terceira idade

O endocrinologista Fadlo Freige Filho, presidente da Anad (Associação Nacional de Atenção ao Diabetes), reforça que cerca de 75% das mortes de diabéticos acontece por meio de doenças cardiovasculares.

“Muitos diabéticos não levam a sério as recomendações médicas, principalmente os homens, até porque é uma doença que não se vê, não se sente. Muitos só ligam quando enfartam ou ficam impotentes”, comenta.

Os problemas podem se agravar na terceira idade, diz Freige. “Por essa razão é preciso controlar a pressão arterial, a glicemia e o colesterol”. O especialista da Anad diz que o Brasil tem 14 milhões de diabéticos. “Coração, rins, visão e outros podem ser afetados”, alerta. A diabetes aumenta o depósito de gordura nos vasos sanguíneos. Portanto, a longo prazo, aumenta o risco de infarto e AVC (acidente vascular cerebral), explica Zilli.

Ele conclui afirmando que é importante focar na mudança do estilo de vida, qualidade do sono, atividade física e alimentação. “As doenças crônicas não contagiosas têm forte relação com o estilo de vida ocidental”, afirma.

 

Ataque sem dor

A endocrinologista no hospital Sírio-Libanês, Paula Pires, alerta que diabéticos correm o risco de sofrer um infarto sem perceber. Pacientes que convivem com o diabetes há muitos anos, se mal controlada, apresentam isquemia silenciosa, sem dor quando estão tendo um infarto.

“Acontece pelas complicações neurológicas causadas pelo diabetes. Sentem apenas falta de ar, sudorese ou mal-estar geral”, comenta Paula.

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