A pesquisa Ibope da última quarta-feira, 03, mostrou que Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) continuam liderando a preferência dos eleitores – a diferença entre eles é de 10 pontos percentuais e em relação aos últimos levantamentos, ambos seguem crescendo na escolha do eleitorado.

Contudo, algumas questões diárias nesse cenário político podem vir a afetar o resultado final nas urnas no domingo, 07, como é o caso da revelação de uma parte da delação do ex-ministro Antônio Palocci sobre o pagamento de R$ 40 milhões em propina na campanha de Dilma Roussef em 2010 e pelo fato do fundador do PSDB, Xico Graziano, deixar o partido e apoiar Bolsonaro há poucos dias da eleição.

(Foto: Cristiane Mattos/O Tempo/Folhapress)

 

A polarização

A eleição para presidente da República está polarizada. Por um lado estão aqueles que se manifestam a favor de Bolsonaro para não ver Haddad no poder. Do outro, estão os petistas que continuam defendendo o retorno do PT à Brasília.

Essa disputa acirrada traz um cenário diferente do presenciado em eleições passadas, quando o PSDB – hoje fragilizado – ainda tinha cacife para atrair eleitores. Hoje, o PSL ‘tomou o lugar’ dos tucanos e a briga com o PT ficou ainda mais acirrada, a tal ponto de uma tentativa de assassinato de Bolsonaro no dia 6 de setembro.

Para alguns cientistas políticos, essa polarização não se iniciou com a apresentação dos candidatos à presidência da República, mas já vêm dos últimos quatro anos aonde o brasileiro se tornou vítima de uma grave crise econômica – com perda de emprego e queda na renda – e presenciou vários escândalos de corrupção envolvendo os seus representantes no poder.

 

Um antipetismo

A pesquisa Datafolha da última terça-feira, 02, mostrou que mais da metade da população acredita que o ex-presidente Lula deve continuar condenado e preso, após ser acusado de corrupção e lavagem de dinheiro. Esse resultado pode interferir, significativamente, na eleição de Haddad, principalmente diante daqueles que afirmam votar no Bolsonaro para não ter de volta o PT no poder.

A rejeição ao PT se mostrar ainda maior, quando alguns tucanos – diante da inércia do candidato Geraldo Alckmin em subir nas intenções de voto – já declararam votar em Bolsonaro para impedir, até mesmo, um segundo turno com Haddad.

Na última quarta-feira, 03, Xico Graziano, um dos tucanos mais próximos ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso declarou que vai votar em Bolsonaro, mesmo não concordando com algumas de suas ideias, porque precisa votar contra o PT.

“Nconcordo com várias de suas ideias, mas é inegável que ele é o único que está representando a derrubada desse sistema podre”, disse Graziano em entrevista ao jornal O Globo.

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