O líder do governo na Câmara dos Deputados, Aguinaldo Ribeiro, afirma que 28 de fevereiro é a data limite para votar a reforma da Previdência, uma vez que o presidente da República, Michel Temer, vê dificuldades em aprovar o texto depois de fevereiro.

O presidente do Senado, Eunício Oliveira, também não vê facilidades na aprovação, ao dizer que não será fácil votar às pressas um texto que ficou um ano e dois meses na Casa.

A verdade é que o Congresso Nacional está fazendo corpo mole para colocar em votação medidas de suma importância para o país diante de uma crise econômica internacional que paira no ar. E toda essa demora tem como motivo os ajustes dos acordos políticos que podem favorecer os partidos na eleição de 2018 e a garantia de privilégios no poder.

 

Com a venda nos olhos

Especialistas apontam que a possibilidade de uma crise financeira internacional, decorrente do aperto econômico dos Estados Unidos e da Europa, poderá afetar os países que não estão com as contas públicas ajustadas – e isso chegaria fácil ao Brasil – devido à limitação de investimentos.

Com essa provável turbulência econômica é preciso que os políticos façam as escolhas entre manter as regalias no poder e trabalhar apenas em benefícios dos partidos ou evitar uma nova crise – sem contar que o país ainda não saiu totalmente da última – que vai prejudicar, principalmente, os brasileiros mais pobres que os eleitos “fingem” defenderem no Congresso Nacional.

Segundo o presidente Michel Temer, o atual texto da reforma traria uma economia de R$ 480 bilhões no período de 10 anos.

 

Agora, vale tudo

Ganhar espaço nas emissoras de televisão para defender que a reforma da Previdência é necessária para o Brasil e fazer alterações no texto estão sendo as estratégias do governo para alcançar a quantidade necessária de votos na Câmara Federal.

Dentre as alterações. Temer já cita ceder a regra de transição para ingressos no serviço público até 2003 e abrir mão do limite de dois salários mínimos no caso de acúmulo de aposentadorias e benefícios, ampliando-o para o teto da Previdência Social, de R$ 5.645,00.

Quanto às aparições de Temer na mídia para esclarecer a importância da reforma, o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, disse que “os órgãos de imprensa estão sendo esclarecedores em suas informações e que este é um aliado importante para o governo”.

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