O segundo turno para Presidência da República, entre Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT), deixou o eleitorado ainda mais dividido e com várias discussões sobre qual dos dois candidatos poderiam tirar o Brasil desse caos em que se encontra.

No entanto, o que chama mais atenção é o fato de alguns eleitores se mostrarem com pouca esperança em ter um país melhor, seja eleito Bolsonaro ou Haddad. Com isso, existe uma grande possibilidade do aumento de votos nulos nessa segunda etapa do pleito.

 

Conquista voto a voto

Jair Bolsonaro teve 46,03% dos votos válidos e Fernando Haddad 29,28% no primeiro turno. A partir de então, cada um dos candidatos terá que buscar os votos dos mais de 26 milhões de eleitores que votaram em outros candidatos.

Para o cientista político, Leandro Consentino, aqueles eleitores que não se sentem representados por esses candidatos estão tentando escolher o ‘menos pior’.

“Algumas pessoas estão fazendo os cálculos daqueles que se mostram com propostas um pouco melhor. Acredito que terão eleitores que possam aderir ao Bolsonaro para que ele cresça um pouco mais, assim como aquelas que votaram no Ciro Gomes possam migrar para o Haddad”, explica Consentino.

 

Migrando para os ‘nulos’

Com a decisão de um segundo turno, eleitores já mostram o interesse de anular o voto, como uma forma de protesto diante das candidaturas apresentadas.

“Acredito que poderá haver um aumento no número de eleitores que vão aderir ao voto nulo, pois não se sentem representados pelas duas candidaturas apresentadas”, diz o cientista político.

No primeiro turno foram registrados 7.206.205 votos nulos – número acima do registrado para o candidato Geraldo Alckmin (PSDB) – e 3.106.936 votos em brancos.

 

Voto de protesto

Nos locais públicos, a conversa do segundo turno não passa despercebida. Muitos eleitores praticam o poder do convencimento, querendo atrair o eleitor para o seu candidato favorito. Por outro, estão aqueles que preferem apenas acusar o adversário.

No entanto, o que vem chamando atenção é o voto de protesto. Cidadãos falam em votar no Bolsonaro, mesmo que não concorde com suas propostas, para que a corrupção direcionada ao PT não perpetue no país. Outros falam em escolher Haddad para que uma possível ‘ditadura’ não seja instaurada no Brasil.

O jogo recomeçou e as escolhas serão feitas no dia 24 de outubro. Até lá, muita coisa vai rolar.11

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