Os últimos dias de protesto na Venezuela foram intensos – dois mortos e dezenas de feridos. O país vive uma enorme tensão política desde o início do ano, quando Nicolás Maduro tomou posse de um novo mandato, não reconhecido pela oposição e por parte da comunidade internacional, e Juan Guaidó se autoproclamou presidente de um governo interino que conta com o apoio de mais de 50 países.

No Brasil, o estado de Roraima ainda abriga os venezuelanos que, diante da crise econômica, vieram à procura da sobrevivência.

No bolso do brasileiro

Para alguns leigos, a crise na Venezuela é apenas dos venezuelanos. No entanto, o reflexo da briga política, por lá, será sentindo fortemente pelos brasileiros.

Em coletiva, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) disse que elogia o espírito patriótico e democrático de Guaidó em lutar pela liberdade em seu país, mas deixa claro que o Brasil poderá sofrer sérias consequências.

“Existe uma preocupação no Brasil com esse confronto na Venezuela, pois com os embargos, o preço do Petróleo sobe – onde acontece o reajuste dos combustíveis – e podemos ter um problema sério diante da política adotada pela Petrobrás”, disse.

Outro problema que o Brasil enfrenta é com os gastos relativos ao fornecimento de energia para Roraima.

A Venezuela abastecia o estado, mas diante dos protestos e do posicionamento de Bolsonaro, o fornecimento foi interrompido. Dessa forma, Roraima está usando as termelétricas – energia a óleo diesel -, o que gera um custo de R$ 1 bilhão aos cofres brasileiros.

Intervenção militar

Um assunto muito discutido é sobre a possibilidade de uma intervenção militar brasileira na Venezuela. Até o momento, o governo brasileiro se mostra contrário a tal medida, mesmo com reuniões diárias para avaliar as consequências desse confronto.

“É praticamente zero a possibilidade de o Brasil fazer uma intervenção militar na Venezuela”, afirmou Bolsonaro em coletiva, na última quarta-feira, 01.

No entanto, na rede social, ele chegou a publicar que sobre a Venezuela, qualquer hipótese seria decidida exclusivamente por ele. Uma possível decisão que vai de desencontro com a legislação nacional, pois o Brasil só pode declarar guerra a outro país com a autorização do Congresso

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