O presidente da República, Michel Temer (PMDB), está em busca de todos os artifícios para conseguir empossar sua indicada, a deputada federal Cristiane Brasil (PTB) como ministra do Trabalho, após a suspensão do decreto que nomeou a parlamentar para o cargo – contra ela pesa o fato de ter ações na Justiça por dívidas trabalhistas.

O peemedebista amargou uma derrota no TRF2 (Tribunal Regional Federal da 2ª Região), que negou o recurso da AGU (Advocacia-Geral da União), e já presencia um certo desgaste no Congresso após a parlamentar também ter tido o recurso contra a liminar negado pelo mesmo órgão, na última quarta-feira, 10.

Porém, como as coisas sempre estão favorecendo o governo, Temer já conta uma possível saída para todo esse imbróglio, a ponto de informar no site do Ministério do Trabalho que Cristiane Brasil é a nova ministra da pasta.

 

Indicação favorável a Temer

A votação da Reforma da Previdência é primordial para o governo neste início de ano e para que consiga a vitória na Câmara, muitas manobras precisam ser feitas – e a indicação da deputada é a pontada como uma delas.

A regra é muito simples: com a indicação do PTB aceita pelo presidente, o partido vota a favor da reforma, ajudando a contabilizar os votos necessários para que a proposta seja encaminhada ao Senado. Caso a indicação não seja aceita, a negativa poderia atingir outras legendas da base aliada do governo.

 

Sem arredar o pé

A indicação de Cristiane é de suma importância para o PTB que já sinalizou não oferecer ao governo outro nome. Na última quinta-feira, 11, o presidente nacional do partido, Roberto Jefferson, se reuniu com Michel Temer para discutir o assunto, mas sinalizou que “manterá a indicação”.

Enquanto outras medidas não são tomadas – a saída para o governo é procurar o STF (Supremo Tribunal Federal) ou o STJ (Supremo Tribunal de Justiça) – a posse da ministra está suspensa.

Leia também

Deixe uma resposta