A possibilidade do juiz Sérgio Moro fazer parte do governo do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) traz algumas divergências de opiniões. Muitos acreditam que ao exercer um cargo político, ele estaria abrindo mão da Lava Jato. Outros já apontam que por ser um homem sério e ter tido uma expressiva atuação no combate à corrupção, poderá contribuir com o país ao assumir um Ministério.

Moro ainda não se posicionou se aceita o convite e para qual cargo. O juiz terá uma reunião com Bolsonaro nesta quinta-feira, 01 de novembro, e uma resposta pode ser oficialmente confirmada.

 

As possibilidades

Em entrevista ao Estadão, Moro disse que poderá aceitar o convite de Bolsonaro, mas que “tudo depende de conversar para ver se há convergências importantes e divergências irrelevantes”.

Caso aceite ser o Ministro da Justiça, Moro terá o controle sobre a Polícia Federal, tendo em vista que Bolsonaro deseja fundir o Ministério da Justiça e a pasta extraordinária da Segurança Pública.

Se aceitar o convite para o STF, Moro terá que esperar para compor a nova Esplanada. As vagas somente surgirão em novembro de 2020 e 2021, quando os ministros Celso de Mello e Marco Aurélio Mello se aposentam.

 

Avaliando o convite

Especialistas apontam que esse convite a Moro é interessante e não irá prejudicar a Lava Jato, em absolutamente nada. Porém, deve-se avaliar o fato dele ser um juiz na ativa e que para aceitar comandar um Ministério – um cargo político – teria que se exonerar do cargo.

Dessa forma, já se especula que o convite de Bolsonaro seja ‘casado’. Ou seja, Moro assumiria o Ministério da Justiça e depois de quatro anos, no fim do seu mandato, seria nomeado ministro do STF – duas funções completamente diferentes.

Além de Moro, especula-se também que poderá fazer parte do próximo governo o procurador da Lava Jato, Carlos Fernandes, que está prestes a se aposentar da operação.

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