A menos de um mês das eleições, o eleitorado está sendo bombardeado com uma série de acontecimentos que aquece a conjuntura política.

Geraldo Alckmin (PSDB) foi acusado de improbidade administrativa – e o Ministério Público pediu a perda dos direitos políticos -, Fernando Haddad (PT), após ser denunciado por corrupção e lavagem de dinheiro é oficializado como o candidato do Partido dos Trabalhadores, Jair Bolsonaro (PSL) sofre atentado e não pode seguir no corpo a corpo com os eleitores na rua e por aí vai.

Os acontecimentos mostram que esse pleito está sendo bem diferente dos anos anteriores e cabe ao eleitor a paciência e sabedoria para analisar todas as propostas e histórico dos candidatos, antes de chegar às urnas.

 

Plano B em ação

O PT aguardou o limite do prazo dado pela Justiça Eleitoral para lançar Fernando Haddad como o candidato à disputa pela Presidência da República. O nome do petista foi oficializado na última terça-feira, 11, em Curitiba, após Haddad encontrar com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que tentou, sem sucesso, reverter a inelegibilidade na Justiça.

Para o cientista político, Leandro Consentino, não foi uma escolha inteligente do PT ter Haddad na disputa. “O nome do ex-prefeito ocorreu diante de uma ausência de alternativas no partido, que sofre com uma carência de lideranças e, que de fato, o teve como uma das únicas lideranças”, comenta.

 

O cenário muda?

O atentado a Jair Bolsonaro, na última semana, fez com que o cenário político ganhasse várias especulações, como a de que o candidato ganharia mais eleitores.

De acordo com Consentino, as pesquisas mostram que não ocorreu esse tipo de transferência de votos por meio da comoção.

“Na verdade, o índice se manteve estável, o que aumento de fato foi a rejeição do candidato. Esperava-se um efeito de comoção que não veio ocorrer e a grande consequência desse atentado é a ausência dele nas ruas. Por outro lado, ele não vai comparecer aos debates, o que para ele era o grande ‘Calcanhar de Aquiles’.

 

Tucanos em decadência

Os tucanos já perderam a força da supremacia política que conquistaram há vários anos. Nas últimas pesquisas de intenção de voto para presidência, o PSDB não se configura entre os primeiros colocados e essa ‘derrota’ pode ser justificada, segundo o cientista político, por conta do passivo ético do partido de apoio ao presidente Michel Temer (MDB).

“Hoje o governo é mal avaliado e o PSDB paga o preço por ter apoiado, e também por não ter ‘punido’ algumas de suas lideranças em momentos chaves de corrupção, como é o caso do Aécio Neves”, explica Consentino.

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