Em ano eleitoral, as mudanças nos cargos políticos acontecem com frequência. Em São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB) deixou o governo para se candidatar à Presidência da República. Em seu lugar assumiu Márcio França (PSB), vice do tucano.

Ao assumir o governo, França disse que será leal a Alckmin na próxima eleição. No entanto, o jogo político pode ser alterado nos decorrer dos meses. Por um lado, o ex-governador vai apoiar para a disputa ao Palácio dos Bandeirantes, o ex-prefeito de São Paulo João Doria (PSDB) – e não seu companheiro de caminhada até deixar o cargo, ao que tudo indica. Por outro, o PSB terá candidatura própria à Presidência da República – o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa -, o que pode inviabilizar o apoio de França a Alckmin.

O fato é que muita coisa ainda vai rolar até o início das campanhas eleitorais e afirmar lealdade a algum candidato, neste momento, é como ‘dar tiro no próprio pé’.

 

Antes de assumir o cargo

Sabendo que a saída de Alckmin do governo era certa, Márcio França não perdeu tempo e iniciou a corrida para formar uma aliança forte visando a reeleição, bem antes de assumir o cargo. Em janeiro, ele já se adiantava e era apoiado pelo partido a fazer essa costura política.

Em março, ele anunciou oficialmente a aliança com o PPL, PRP, PV e PMB, totalizando treze partidos que vão lhe apoiar na reeleição (PSB, PR, PPS, PV, PHS, PSC, Pros, Avante, Solidariedade, Podemos, PPL, PRP e PMB).

Durante a janela partidária – aonde os deputado federais e estaduais poderiam trocar de partido sem a perda do mandato – vários parlamentares migraram para o PSB, o que contribui para o fortalecimento da campanha de França em determinadas regiões do Estado.

 

A escolha do vice

Com tantos apoios políticos, a escolha do vice de França ainda está incerta. Em um primeiro momento, o nome do deputado federal Rodrigo Garcia (DEM) foi cogitado para formar a chapa com o PSB. A ‘parceria’ não deu certo e o nome da vez é de Mário Covas Neto, que trocou recentemente o PSDB pelo Podemos.

Até o momento, Covas Neto está com a intenção de disputar o Senado diante da possibilidade de renovação no plenário. No entanto, existe a chance de ser aliado de França à disputa do governo.

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