Preso desde dezembro de 2018, o prefeito de Mauá, Átila Jacomussi, pode estar com os seus dias contados no cenário político. Além do processo de impeachment que corre na Câmara Municipal, agora o Ministério Público Federal o denunciou – assim como outros nove réus – por fraude de processo licitatório, corrupção (ativa e passiva) e formação de organização criminosa.

 

O que foi descoberto?

O Ministério Público denuncia que durante os desdobramentos da Operação Prato Feito foi descoberto que Átila recebeu pagamentos indevidos durante as eleições de 2016, em troca de assumir o compromisso de favorecer um grupo empresarial a celebrar contratos com a prefeitura de Mauá, caso fosse eleito.

Segundo o órgão, “ficou demostrado que após Átila ser eleito prefeito, ele e outros agentes públicos realizam diversas manobras ilícitas para restringir a competitividade no pregão que tinha como objetivo adquirir 48 mil kits de uniformes escolares. Além disso, houve superfaturamento de aproximadamente 50% dos valores das mercadorias, o que resultou em um prejuízo de R$ 4.000.000,00 ao município”.

O Ministério Público requer, além da condenação, que seja reparado ao cofre municipal o valor de R$8.340.000,00, a perca o cargo público e a inabilitação para exercício do cargo ou função pública pelo prazo de cinco anos.

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