O prefeito de Mauá, Átila Jacomussi, foi preso na última quinta-feira, 10, durante a Operação Prato Feito, aonde a Polícia Federal cumpria mandados de busca, apreensão e prisão dos envolvidos em esquemas de fraudes nos contratos da merenda escolar. Foram encontrados R$ 87 mil na casa dele e R$ 588.417 na residência do Secretário de Governo, João Gaspar.

Segundo o relatório da Polícia Federal, há dois fatos que envolvem o prefeito Átila na fraude das merendas, como “entregar vantagem indevida a um funcionário público para determiná-lo a praticar ato de ofício e solicitação e/ou recebimento de vantagem indevida por funcionário público”.

“A vantagem indevida constituiu no recebimento de valores por representantes de Átila Jacomussi O intuito do pagamento é a futura contratação das empresas do Núcleo Carlinhos (líder de uma associação criminosa), mediante fraudes em procedimentos licitatórios. João Gaspar e Samara Gomes Barlera, assessores de Átila, recebem valores de Carlinhos em sua conta. Contratação da empresa Reverson Ferraz da Silva ME pela prefeitura de Mauá para o fornecimento de uniforme escolar em julho de 2017”, informou a Polícia Federal.

Ainda na prisão

O desembargador do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, Maurício Kato, decidiu manter preso, por tempo indeterminado, Átila Jacomussi.

No parecer, Kato disse que há indícios de que o prefeito de Mauá esteja envolvido com a organização criminosa.

O outro lado

No perfil de Átila nas redes sociais, a assessoria do prefeito informou que ele justificou a Justiça que o valor de R$ 87 mil em espécie encontrado em sua residência é declarado em seu Imposto de Renda, com origem legal e que a quantia vem do próprio salário de prefeito, de pagamento de alugueis e saque da pensão de seu filho.

“Não há nenhum fato na investigação que envolva o prefeito Átila em atos de improbidade ou desvio de conduta. Diante disso, o prefeito recorre ao Supremo Tribunal de Justiça para revogar a decisão preventiva.

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