Empenhada em criar novos nomes para a costura nacional, a São Paulo Fashion Week começou na última segunda-feira,22, servindo de laboratório para experimentos de moda praia e sustentabilidade, duas searas com as quais a moda do país quer se posicionar no cenário internacional.

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As estreias da paulista Flavia Aranha e da carioca Marcella Franklin, da grife Haight, aquecem a discussão sobre o papel da criação brasileira em assuntos que ela domina, ou deveria dominar.

Aranha levará um compilado de seus estudos de tingimento natural e matéria-prima colhida em locais ermos para criar uma moda sustentável, ética do fio à costura final. Na roupa, ela aplicará cores em tons rubros, conseguidos por meio da extração de restos de pau-brasil, e falará sobre os povos originários do país.

Ela é uma das únicas estilistas que usa diferentes tipos de trabalho executado por comunidades e cooperativas nacionais, tipo de terceirização controlada que tem alto valor agregado no exterior.

Look praia

Cartela de cor sóbria e materiais fora do espectro da lycra, como o náilon e o tricô, representam a nova forma de Franklin pensar o look praiano.

“Me interessa uma perspectiva mais contemporânea da roupa, mais sofisticada, para que a mulher possa ir da praia para a festa. Essa abordagem tem um valor percebido interessante para o mercado internacional”, explica a estilista de 31 anos.

Entre as criações apresentadas por ela está o carro-chefe da grife, um maiô de tricô com corte do ombro ao meio da peça, que transmite a ilusão de costura transversal.

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