Não é simples evitar a poluição vivendo em grandes cidades. Além de piorar a qualidade da respiração, partículas que pairam no ar também impactam negativamente em outros pontos do nosso corpo, entre eles a pele.

Clínicas dermatológicas e estéticas começam então a lançar protocolos para blindar rosto e colo contra esses agressores, que estimulam o envelhecimento precoce, desidratação e inflamações.

 

Danos comprovados

A ciência ainda não conseguiu mapear com precisão os malefícios da poluição na pele, mas já existem boas descobertas.

“Com base nas evidências atuais, quatro mecanismos causam os efeitos prejudiciais: geração de radicais livres, indução de inflamação e ruptura da barreira da pele, ativação do receptor de hidrocarboneto de arila – fator que se une ao componente tóxico e o leva para dentro da célula – e alterações na microflora, micro-organismos que ajudam a superfície da pele a se manter íntegra”, diz a dermatologista Daniela Neves.

Como resultado, a pele fica com menos viço e mancha facilmente. Além disso, pode haver o surgimento precoce de marcas de expressão e uma série de inflamações causadas pela obstrução dos poros, inclusive pontos com pus.

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