Folhapress

O boom pelo qual o mundo da bike vem passando, aqui e lá fora, também se deve em boa parte a uma revolução no conceito de se vestir para pedalar.

Se antes valia qualquer camisa de ciclismo e o que se via eram pelotões terrivelmente multicoloridos e com roupas esportivas de gosto duvidoso, hoje esse cenário mudou bastante.

Com o surgimento de marcas como a britânica Rapha, o mercado foi injetado com uma alta dose de estilo, e quem pedala aos poucos ganhou mais noções sobre moda.

Levaram-se ainda alguns anos até que outras iniciativas aparecessem, mas hoje é impressionante ver a multiplicação de marcas com criações cada vez mais elegantes e eficientes.

Nova tendência

Agora uma nova e bem-vinda tendência começa a sofisticar ainda mais o mercado de roupas de bike: produtos mais sustentáveis, eco-friendly e que também incentivam o consumo consciente e uma cadeia de produção mais transparente.

Um belo exemplo acaba de ser dado pela eslovaca Isadore Apparel, famosa entre ciclistas de estrada que curtem jerseys discretas, de modelagem impecável e “Euro style”.

A empresa se uniu à campanha mundial Fashion Revolution, criada há seis anos para expor o impacto da moda no mercado de trabalho e no meio ambiente. Ficaram famosas suas fotos de trabalhadores segurando cartazes com os dizeres “I made your clothes” (Eu faço suas roupas), com o objetivo de mostrar o ambiente mais “saudável” das fábricas usadas por marcas antenadas a essas questões.

Conscientização

A moda ciclística consciente também vem dando as caras na forma de produtos confeccionados com materiais mais amigáveis à natureza. Existem várias empresas do mercado de bike fazendo esforços para tornar esses produtos mais sustentáveis.

Pedalar é estar no outdoor, aproveitar a natureza, amar o ar livre e as paisagens que passam ao redor. Vestir-se bem para pedalar deixa treinos e rolês mais divertidos, e pode ser um baita incentivo na hora que bate aquela preguiça. Mas curtir a bicicleta sem nenhum compromisso com o meio ambiente ou com condições decentes de trabalho é, no mínimo, bizarro. Pense nisso na próxima vez que for comprar uma roupa de bike.

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