Justiça. Essa é, sem dúvida, uma palavra que vem sendo muito utilizada.

Em ordem quase cronológica invertida, podemos citar a prisão do governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (MDB). A votação polêmica do indulto de Michel Temer pelo STF (Supremo Tribunal Federal) – que pode liberar vários presos da Lava Jato. A sansão do aumento do salário dos ministros – e em efeito cascata, de todos os funcionários públicos de primeiro escalão. Por último, houve a escolha do juiz Sergio Moro como ministro.

No meio de todas essas informações, existem detalhes, outras notícias menores – mas não menos importantes. Tanta coisa, que fica complicado colocar embaixo do chapéu da palavra “Justiça” os acontecimentos – muitas vezes bem injustos, que surpreendem o brasileiro em seu cotidiano.

O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), declarou sem dó, ao seu jeito: “é o povo brasileiro quem vai precisar arcar com o aumento do salário dos ministros do Judiciário”. E ele não falou mentira. Nem aumentou.

Num país quebrado, com as contas públicas completamente desequilibradas, o presidente Michel Temer (MDB) deu de ombros para a situação. Aprovou o aumento, que vai custar bilhões aos bolsos dos cidadãos – aparentemente em troca da liberdade de seus amigos presos pela Lava Jato.

É onde falta a palavra Justiça. E onde o brasileiro se sente cada dia mais cansado. Não adianta ficar otimista com possíveis mudanças. O fisiologismo, as votações que acontecem nas madrugadas, e surpreendem com seus resultados nas manhãs seguintes, são como tapas na cara da esperança dos cidadãos mais otimistas.

Fato é que tenta-se fazer acreditar que não vai adiantar ao presidente eleito ter o apoio popular se ele não colocar “doce” na boca dos velhos ratos de Brasília – que ainda resistem àquilo que o povo não aceita mais.

Esses políticos velhos não se interessam com a nova forma. Eles veem o futuro e só pensam que precisam salvar aquilo que podem salvar. Como puderem – custe o que custar.

Isso inclui usar esse mês de dezembro – um mês em que tradicionalmente as pessoas estão focadas com suas contas, seus presentes e familiares – para promover verdadeiros shows de horrores. Sem que muita coisa possa ser feita para remediar depois.

A vigilância desses nobres senhores, preocupados com o “fim da festa”, é imperativa.

Teremos muito sacrifício nos próximos meses. Não será fácil. E cada um de nós terá de dar o seu quinhão de esperança e força. Porque a Justiça, sim, vai prevalecer.

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