O pior veneno do homem é o próprio homem. Dentro de cada ser humano existe uma espécie de “toxina” que nem tem esse nome.

Nos estudos da Psicologia, ele é considerado o núcleo da personalidade das pessoas.

Aqui, consideraremos apenas como uma “toxina”. Das mais perigosas. Se não a mais perigosa existente – porque dele deriva tudo de mal que o homem produz e é.

Estamos falando do “ego”.

Seja no cotidiano, dentro de casa, entre casais, filhos, parentes, amigos, na vida profissional, no cenário da política, na igreja, na comunidade – em toda parte é possível assistir o ego fazendo seus estragos nas relações. Em todos os âmbitos.

Quando dois seres humanos que tinham uma relação próxima desistem um do outro e param de se falar alegando “diferenças irreconciliáveis”, o ego venceu. Todo mundo perdeu. Ninguém ganhou. Sejam irmãos, um casal desfeito, amigos ou colegas de trabalho que perderam uma excelente oportunidade.

O ego é implacável e silencioso. Ele vai corroendo as relações devagar, conforme deixamos de comunicar de forma assertiva e verdadeira aquilo que estamos pretendendo.

Quando um político se torna megalomaníaco, ele foi corroído lentamente por seu ego. Alimentado pelos que estão ao seu redor, mas também retroalimentado por suas próprias convicções furadas. O ego é uma ilusão.

Pergunte aos políticos presos pela Lava Jato, aqueles que mesmo com milhões no exterior seguem em suas celas, privados da liberdade, absortos em seus pensamentos… a ilusão do ego dura quanto tempo? Talvez cada um deles ainda esteja enredado nela. Se considerando o centro do mundo. Como se o sol girasse ao redor de seus umbigos encarcerados. Sim, o ego é capaz de produzir esse tipo de pensamento.

Pergunte a um velho que brinca ao lado do seu neto numa praça. Quanto tempo dura a ilusão do ego? Certamente ele vai rir. Vai olhar para o neto, fazer um carinho nos cabelos dele. Te olhar nos olhos e te dizer: a ilusão do ego dura o tempo exato que você se dá conta que é muito mais importante viver pela alma, viver pelo caminho dos valores, do caráter.

Nada paga deitar a cabeça no travesseiro e dormir uma noite de sono em paz. Mesmo com todas as dificuldades da vida.

Esse velho esqueceu o ego. Ele prefere a sabedoria do perdão. Da compaixão. Ele segue pela vida mais leve. Porque o cotidiano já tem desafios demais. Não precisamos de disputas e discussões. Precisamos de tolerância. De alegria e de sorrisos. Que você saiba onde encontrar sua Alma e despir-se do seu Ego. E a luz possa sempre te acompanhar pela jornada.

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