Qual é a Educação de um povo, a tomar como espelho os comportamentos que têm se assistido no Congresso Nacional?

Quando se observa os deputados federais brasileiros fazendo política é como observar o pátio de uma escola de ensino fundamental onde as crianças estão se torturando no intervalo.

A dinâmica é muito parecida. Alguns grupos fazem brincadeiras aqui e ali, outros tiram fotos (porque hoje em dia é normal tirar fotos na escola), outros conversam, outros ficam reservados em seus cantos e no fim, sempre tem o momento da “treta”.

Há que se perguntar: qual o propósito disso, num Poder Legislativo?

Enquanto se fala em termos de ensino fundamental, paciência. As identidades estão em construção, existem todas as questões psicossociais a serem analisadas. Um pátio de escola é um microcosmo da vida em sociedade. Você vai enfrentar ali uma pequena porção de praticamente tudo que a vida adulta vai lhe oferecer.

Mas depois que passa a adolescência, deu. É hora de assumir a vida. Encarar os problemas. E se essa regra vale para os cidadãos “normais”, imagina para quem decide representar o povo.

Então as pessoas pensam que, como não ganharam a discussão ou a batalha nos termos iniciais – a eleição – vale apelar e atrasar a vida do país inteiro. E de repente, o país inteiro fica refém de meia dúzia de gente que resolve se comportar como adolescente em pátio de colégio.

É essa a “oposição” brasileira. Desde a eleição da Presidência do Senado, quando uma senadora usou da prerrogativa de ser mulher para fazer o papelão de arrancar a pasta das mãos do presidente da sessão, o país vem assistindo esse tipo de palhaçada.

São ofensas baratas, palavras de baixo calão, brigas que fazem ruborizar até as mais antigas das “barraqueiras”.

E onde fica a Educação? Para onde foi? Para onde vai?

Enquanto as discussões não se elevam, enquanto os interesses da população não são realmente postos em questão, fica o gosto amargo de que ainda vamos assistir tudo isso piorar bastante.

A baixaria em Brasília é reflexo da falta de preparo dos cidadãos ao elegerem seus representantes.

Esse ciclo, infelizmente, ainda interessa muito, justamente aos que gostam de fazer esse tipo de espetáculo. Então eles seguem fazendo. E isso mantém o povo enojado da política. E isso mantém apenas os mesmos sempre interessados na política. E assim essa corja se perpetua ali, por anos e anos afio.

Romper este ciclo é o maior desafio do Brasil hoje. Os cidadãos de bem precisam dominar o asco e seguir assistindo este triste espetáculo.

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