Boas notícias são mais poderosas do que notícias ruins. O brasileiro está precisando acreditar nisto mais do que nunca.

Na tarde desta quinta-feira, 23, a Embaixada dos Estados Unidos declarou seu apoio oficial à entrada do Brasil na OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico).

A OCDE é considerada o clube dos ricos. Trata-se de uma organização de países que promove a cooperação e discussão de políticas públicas e econômicas para guiar as nações que dela fazem parte.

Fazendo parte da OCDE, o país ganha um “selo” de investimento que pode atrair investidores ao redor do globo.

A aprovação, ainda depende do crivo dos atuais países membros, e poderá ser divulgada ainda em julho.

Mas tende a passar na frente da solicitação de outros países latino-americanos – tudo por conta da sinalização positiva dos Estados Unidos e do presidente Donald Trump.

E teve mais uma notícia positiva nesta semana. A vinda de uma companhia aérea para o país, com a criação de empregos, abrindo um novo horizonte de novas possibilidades para tantos trabalhadores.

São duas notícias boas. Duas, no meio de grandes turbulências, muitos desentendimentos e um cenário político extremamente volátil.

Mas é um começo. Um ponto de partida.

O presidente Bolsonaro declarou recentemente que os políticos são o mal do país. Ele mesmo se inclui no bolo.

Trata-se de uma autoanálise curiosa e no mínimo sagaz. Realmente. A classe política brasileira é um dos grandes problemas nacionais.

Porque provavelmente é a gênese de boa parte de tudo que é entrave que atrapalha a vida dos cidadãos “normais”.

Muito além da corrupção, passando pela burocracia, indo pela crise econômica. A inação diante da crise em que o país está afundado – que se tornou evidentemente uma depressão econômica – pode ser atribuída quase que exclusivamente à falta de aptidão dos políticos brasileiros.

Falta a eles a astúcia para o cargo, a competência, a habilidade emocional e racional suficiente para resolver os conflitos e além deles – os imbróglios.

A população brasileira está enredada nas mãos de pessoas incapacitadas. E o regime democrático nacional impede medidas drásticas. O jeito é remar e resolver as crises menores com muito jogo de cintura. Cada dia de uma vez.

E comemorar as boas notícias como as dessa semana. Porque não existe tempestade eterna. Por mais que possa parecer difícil de acreditar.

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