Tayonara Géa

 

Nesta semana, o Jornal do Trem & Folha do Ônibus abordará os malefícios do cigarro e o aumento do número de adolescentes que fazem o uso do tabaco. Você, caro leitor, pode estar se perguntando: “mas as pessoas sabem de tudo isso. Por que falar novamente?”

Ocorre que os números ainda são alarmantes e as campanhas de conscientização estão perdendo espaço para a publicidade nas redes sociais – e veladamente nas teledramaturgias – levando as pessoas a fazerem o uso do cigarro.

Neste Dia Mundial Sem Tabaco, comemorado hoje, 31 de maio, é mais que necessário fazer um alerta para que jovens, adultos e idosos não se iniciem nesse vício e aqueles, que já fazem o uso do cigarro, se esforcem a parar.

 

Os jovens e o cigarro

Pesquisas revelam um aumento de jovens fumantes no Brasil – entre 18 e 24 anos. Os últimos dados da Vigitel (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), do Ministério da Saúde, apontam que essa taxa aumentou de 7,4% em 2016 para 8,5% em 2017.

Para o médico Márcio Gonçalves de Souza, membro da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo, alguns motivos podem justificar o consumo do cigarro entre os jovens, como a ausência de campanhas de conscientização e o aumento das propagandas veladas que incentivam o uso do tabaco.

“A média de início do consumo de cigarro no Brasil é de 16 anos. A falta de informação real sobre os graves problemas que essas pessoas correm é um dos motivos que podem levar ao uso do tabaco. O que se vê são poucas campanhas de conscientização e muitas informações subliminares que contribuem para continuar gerando essa manutenção de jovens fumantes”, comenta Márcio.

 

Não é bacana e pode matar

O tabaco gera danos a todo o organismo, sendo um importante fator de risco para vários tipos de doença, como explica o médico Márcio.

“Dividimos as agressões do cigarro à saúde em três patamares: os cânceres (boca, pulmão, bexiga, mama, próstata, esôfago), as doenças pulmonares (bronquite, enfisema) e as doenças cardiovasculares (aneurismas, infarto do miocárdio e as doenças coronarianas)”, fala.

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), as doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no mundo e estão diretamente relacionadas ao consumo de cigarro. Em 2018, a entidade destacou que o tabaco mata mais de 7 milhões de pessoas todos os anos, das quais cerca de 900 mil são fumantes passivos – aqueles que ‘apenas’ inalam a fumaça do cigarro.

Você pode deixar o vício

A iniciação ao uso do tabaco é muito simples e fácil, mas com o passar do tempo o organismo fica muito dependente das substâncias químicas e a pessoa encontra várias dificuldades para largar o cigarro.

“Apenas 5% dos fumantes conseguem deixar o vício sozinho. É uma dependência tão complexa que o ideal é procurar ajuda de profissionais e medicação”, 31

Moda entre os jovens, o narguile faz tanto mal quanto o cigarro e, dependendo da forma como é utilizado e das horas de consumo, pode levar a overdose e trazer conseqüências graves à saúde.

“Os jovens acreditam que o nargiuile produz menos substâncias cancerígenas e, por isso, é menos prejudicial à saúde. Acontece que o monóxido de carbono – que reduz a oxigenação do corpo – é muito maior no carvão queimado nesta espécie de cachimbo. Quando a pessoa fuma narguile, está consumindo o equivalente a 100 cigarros e há uma chance de intoxicação muito maior”, fala o médico.

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