O Carnaval chegou! É hora de ir às ruas para curtir a folia, porém para que tudo ocorra conforme manda o figurino é preciso sair de casa com o ‘manual de boas condutas no bolso’. Agindo corretamente com os outros foliões e sendo educado, todos só tendem a ganhar durante a festa.

 

Uma festa para todos

O Carnaval é um encontro de povos que buscam a diversão. Sendo assim, todas as pessoas – sem nenhuma exceção – podem dançar, cantar, beber, namorar e fazer amigos tendo a liberdade para expressar esse sentimento de alegria. Mas para que tudo isso ocorra da melhor forma possível é necessário que as pessoas se respeitem e deem o respeito.

A autora do site ‘Despertar Feminino’, Tamaris Fontanella, comenta sobre o respeito à adversidade durante os dias de folia.

“Acredito que estamos mais conscientes nas questões de respeito nas relações. Temos muitas leis sendo criadas para condicionar esse comportamento que deveria ser inerente ao ser humano. Porém, precisamos muito ainda caminhar na compreensão da diversidade de expressão e liberdade”, fala Tamaris.

 

No direito de se divertir

Há um conceito muito errado no Brasil de que se uma mulher está na balada, está em busca de ‘pegação’. Muitos homens ainda carregam esse pensamento arcaico, o que leva ao desrespeito ao sexo feminino.

Para Tamaris, esse desrespeito ocorre porque “vivemos em sociedade que consome diretamente a objetificação do corpo, muito mais feminina, onde a aparência das mulheres importa mais do que todos os outros aspectos que as definem. Por isso, muitos homens acreditam que se uma mulher está em um espaço público curtindo uma festa, o seu corpo também é público e está à disposição. Ainda mais no Carnaval, onde temos uma sensação de que tudo é permitido, tudo é liberado”.

 

“Não é não”

Várias campanhas são criadas nesta época do ano para auxiliar as mulheres – no caso de importunação sexual – e conscientizar os homens sobre o respeito ao sexo feminino.

“Nos locais onde for se divertir fique de olho, há diversas campanhas de conscientização de Ongs e grupos que oferecem bandanas, tatuagens temporárias e pulseirinhas para conscientizar que você está ali para se divertir e sabe muito bem que “Não é Não”. Se uma cuidar da outra, tudo fica mais legal! Juntas é muito mais divertido! Peça ajuda de uma mulher, se uma mana perto de você se sentir cerceada por alguém, coloque a boca no trombone. Ligue 180 e denuncie”, orienta Tamaris.

Então fica a dica para os homens: se a mulher não está interessada em você, respeite e vá curtir a folia sem rancores. Até mesmo as ofensas verbais podem configurar o crime de importunação sexual, lembre-se disso! Mulheres, a dica também vale para vocês: se o rapaz não está afim de curtição, siga em frente e se embale na folia. Lembrem-se do ditado: “quando um não quer, dois não brigam”.  

 

Demais observações

Ao sair de casa, não deixe a cidadania e a paciência guardadas no armário. Exerça o seu dever de cidadão ao ajudar quem precisa – se encontrar alguma pessoa passando mal, independente do motivo, chame o Samu ou a Guarda Civil Metropolitana -, não faça xixi nos muros e calçadas – ninguém é obrigado a presenciar essas cenas e nem lidar com o mal cheiro -, jogue o lixo na lixeira, não empurre as crianças e idosos que estão se divertindo dentro dos seus limites.

Para os papais que levam as crianças nos blocos de rua, a orientação é colocar a pulseira no braço dos pequenos contendo informações como nome completo e telefone de contato.

E para todos, a hidratação e proteção ao sol são dicas valiosas para curtir a festa. Afinal, todos querem se divertir e aproveitar a vida que não está ‘tão fácil’ para muitos.

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