Chegou o segundo domingo de maio, o momento de comemorar o Dia das Mães. Um dia para alimentar a consciência sobre a importância dessa figura insubstituível na vida de qualquer ser humano, e que já demonstra um amor incondicional ao filho assim que descobre a gravidez.

A mãe é uma protagonista na vida das suas gerações, mudando apenas a intensidade desse papel com o passar dos anos. Ela é capaz de construir um vínculo que repercutirá por todo o tempo em que esse relacionamento existir, e que deve ser muito bem valorizado pelos filhos.

 

Uma aliança de amor

Gerar uma criança e oferecer todas as condições necessárias à vida de um filho é a função dos pais. Porém, é com a mãe que este vínculo se torna mais fortalecido com o passar dos anos.

Segundo a psicóloga e coach de mulheres, Daniela Knapp, a qualidade desse vínculo é de suma importância para gerar crianças e, posteriormente, adultos que se sentem seguros em relação a si mesmos e amados.

“O que acontece é que as crianças geralmente são mais impactadas pelas atitudes maternas do que paternas, devido ao tempo que ficam com a mãe. Além disso, o papel da mãe é mais valorizado pela sociedade, pois a mulher, geralmente, se vincula com os filhos desde a gestação. E depois do nascimento, ela se torna a principal cuidadora devido a amamentação”, diz Daniela.

Esse laço é tão forte, que até a guarda judicial é concedida, na maioria das vezes, às mães por uma questão natural, como explica o presidente da Comissão de Direito de Família e Sucessões da Ordem dos Advogados de São Paulo, Nelson Sussumu.

“Não se avalia apenas as condições financeiras, mas o tempo para cuidar e educar a criança”, fala Nelson.

 

Protagonista essencial

Independente da idade do filho, a mãe sempre terá um papel fundamental e será uma referência para sua geração, mudando apenas a forma de agir com o passar dos anos, como explana a psicóloga Raquel Macedo.

“A mãe sempre será uma referência, positiva ou negativa, dependendo do vínculo e da história da relação que foi construída junto ao filho. Na verdade, ela deve se tornar ‘desnecessária’ com o passar do tempo, caso contrário, muito provavelmente, será alimentada uma dependência com relação a essa mãe, e ela ficará para sempre ocupando um espaço que não é dela, a de protagonista da vida do outro”, diz Raquel.

Para a enfermeira Gabriela Viana, a sua mãe sempre teve um papel diferencial em sua vida. “A minha mãe sempre foi presente. E em um momento especial, quando eu perdi o meu bebê, a presença dela me confortou, o que foi importante para a minha recuperação”, lembrou.

A mineira Carla Lopes, 39, também fala sobre o protagonismo da mãe nos momentos de sua vida, principalmente nas tomadas de decisão. “Gosto de trocar experiência com ela, ouvir os conselhos e os pontos de vista. Ela me faz refletir e ponderar muitas coisas”, relata.

 

Com erros e acertos

Mãe perfeita existe? Não. Por mais que elas tentem, sempre haverá um ponto em que cometerão erros e poderão se sentir fracassadas. Mas nada disso a deixa de ser insubstituível.

Mas para a psicóloga Daniela, esses erros são de extrema importância para o crescimento dos filhos. “Quando uma mãe se apresenta para os filhos como uma pessoa que não pode errar, está passando a mesma mensagem para eles, ou seja, que também não podem cometer erros. Mas se ela se permite, possibilita que os filhos entrem em contato com os próprios defeitos, criando repertório para que consigam superar os próprios erros futuros”, explica.

Leia também