A 4ª sexta-feira do mês de novembro é uma data muito aguardada pelos brasileiros devido à quantidade de promoções realizadas pelas lojas físicas e online. Desde 2010, o comércio aproveita que os trabalhadores já receberam a metade do 13º salário para alavancar as vendas, principalmente porque o Natal se aproxima.

Mas diante desse combo de felicidade – promoções e dinheiro no bolso -, os consumidores precisam ficar atentos às algumas armadilhas. Golpes na internet e a prática abusiva de alguns comerciantes que elevam os preços de seus produtos e depois anunciam um desconto são muito comuns.

 

Virou mania

A Black Friday chegou ao Brasil copiando uma tradição dos Estados Unidos, aonde são realizadas as grandes promoções na sexta-feira seguinte ao feriado de Ações de Graça.

Há oito anos, o comércio aproveita a data para renovar os estoques e lançar promoções que levam os consumidores a adquirir os produtos tão desejados ou, até mesmo, a comprar muito além do que é necessário, fazendo dívidas que podem comprometer as finanças por muitos meses – se for possível, o pagamento à vista é o mais indicado, pois no início do ano surgem as despesas com matrícula, material escolar, IPVA e IPTU.

 

Para valer a pena

Como a Black Friday já tem uma data certa para ocorrer anualmente, o consumidor precisa estar atento aos preços anunciados pelo comércio, para saber se o desconto está de fato ocorrendo.

Segundo o Procon-SP, para realmente ser uma promoção, o desconto no valor do produto deve ser dado sobre o menor preço dos últimos 60 dias.

“Os produtos participantes devem estar sinalizados como Black Friday. Nas lojas físicas, se houver desconto geral ou descontos por categoria é obrigatório informar o preço original e o promocional”, orienta o Procon.

O Idec (Instituto de Defesa do Consumidor) esclarece que alguns sites fazem o monitoramento de preço para ajudar o consumidor a escolher as empresas com boa reputação. E para não ter problemas quanto a uma promoção anunciada e o valor cobrado incorretamente, o instituto dá a dica: “para se resguardar, guarde o folheto ou tire um print screen com a demonstração do produto, valor, e também o nome da empresa”.

 

Direitos garantidos

O dia de promoções não pode excluir nenhum direito do consumidor, como informa o Procon. “O consumidor deve ficar atento ao agendamento de entrega e ao direito de arrependimento”.

O Idec faz um alerta aos consumidores, no que tange ao prazo de entrega dos produtos e ao cancelamento da compra.

“As ofertas devem ser cumpridas pelos fornecedores. Sendo assim, não há justificativa para o cancelamento da compra. Caso isso aconteça, o cliente poderá exigir a entrega do produto ou a devolução do valor pago. Quanto ao prazo de entrega, a indefinição de um tempo máximo para que a mercadoria chegue à casa do consumidor é considerada prática abusiva e ilegal”, informa o instituto.

 

Os cibercriminosos

Antes de sair comprando online, o consumidor precisa estar atento se os sites e links – enviados via email ou redes sociais – são verídicos. São nessas oportunidades que os fraudadores lançam links de páginas falsas com supostas promoções, com o objetivo de instalar arquivos maliciosos, roubar informações pessoais ou até obter lucro de produtos que não existem.

Rafael Silva, CEO do El Pescador, orienta que os consumidores não devem clicar em nenhum e-mail ou link, antes de verificar a veracidade do site ou da promoção no Google. “Faça uma avaliação da idoneidade do site e da promoção que está sendo enviada”, diz.

Outro alerta de Rafael é no que tange à realização do pagamento. “Não indico a realização do pagamento via boleto, pois é o mais inseguro no que tange à fraude. Sobre o cartão de crédito, a recomendação é utilizar o cartão virtual aonde a maioria dos aplicativos dos bancos permite essa modalidade – é gerado um número de cartão específico para determinada compra -, deixando o consumidor mais seguro em relação a usar o próprio cartão.

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