Após meses de preparação para o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), cerca de 5,5 milhões de estudantes em todo o Brasil farão as primeiras provas neste domingo, 4 de novembro.

A data do exame vai de encontro com o início do horário de verão, um dos pontos a serem observados pelos alunos. Os relógios serão adiantados em 1 hora e não haverá tolerância para o fechamento dos portões, caso o estudante chegue atraso por ter ‘esquecido’ esse detalhe.

 

A hora é agora

No primeiro dia do exame serão aplicadas as provas de linguagem, ciências humanas e redação. A aplicação terá 5h30 de duração. No segundo dia, dia 11, haverá provas de ciências da natureza e matemática. Os estudantes terão cinco horas para resolver as questões.

O exame seleciona os estudantes para vagas no ensino superior público pelo Sisu (Sistema de Seleção Unificada), para bolsas de estudo em instituições privadas pelo ProUni (Programa Universidade para Todos) e vagas no Fies (Fundo de Financiamento Estudantil).

 

Atenção ao horário de verão

Após várias mudanças no horário de verão deste ano – devido ao segundo turno das eleições -, o governo decidiu que na madrugada do dia 3 para 4 de novembro, os relógios devem ser adiantados em 1 hora.
Em nota, o MEC (Ministério da Educação) informou que os estudantes que realizarão as provas do Enem deverão “redobrar a atenção sobre o horário de verão, que será rigorosamente cumprido”.

O MEC diz ainda que reforçará a comunicação aos candidatos sobre o fechamento dos portões e início das provas, que seguem o horário oficial de Brasília.

Em São Paulo, os portões dos locais de provas abrirão às 12 horas com horário de fechamento às 13 horas.

 

Controle emocional

No dia do exame, um dos maiores inimigos dos estudantes é a ansiedade, segundo professores. O estudante Carlos Henrique afirma que, no ano passado, quando fez a prova como treineiro, chegou a tomar um calmante, mas mesmo assim teve dificuldades para lidar com o nervosismo.

“Não conseguia ler direito os enunciados, principalmente os de filosofia, pois tinham textos enormes, ficando cada vez mais ansioso por não conseguir responder”, recorda o aluno.

O professor e coordenador pedagógico, Leonardo Silvério, comenta sobre essa ansiedade dos estudantes e orienta sobre o que deve ser feito para o nervosismo não atrapalhar na hora da prova.

“Os estudantes ficam muito ansiosos e, nessa ansiedade, comem e bebem. Só que muitas vezes, comem e bebem coisas estimulantes, para não sentir sono. Nesses dias que antecedem a prova, eles devem dormir bem e evitar estimulantes, como café, chocolate, açúcar e refrigerantes, que aumentam a sensação de ansiedade”, disse Silvério.

Para o coordenador pedagógico Luiz Rafael Silva, a prova do Enem vai além das habilidades específicas exigidas para os estudantes e, por isso, é preciso ter resistência.

“O Enem, além de ser uma prova, mede competências, habilidades e conteúdos. É uma prova de resistência. É uma prova que aluno consegue ter êxito se consegue controlar ansiedade e emoções”, diz Silva.

Ele recomenda atividades voltadas para o relaxamento e, nos dias que antecedem o exame, “não ficar tão voltado a rever questões e conceitos, ter segurança no que já foi trabalhado”, orienta.

 

*Com Agência Brasil

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