Claudineia Sartori

“Dia das mães”, data que mobiliza sentimentos diversos. Com a mãe presente existe alegria e prazer, é o momento de reunião. Para os filhos, onde a mãe não está presente é um período de saudades. É um momento em que a vivência da maternidade esta aflorada.

Existe outro olhar sobre este instante. Há mulheres que por opção ou por problemas físicos, não terão filhos.  Para refletirmos sobre estas questões, precisamos diferenciar o que é mãe e do que é materno.

Para a biologia, mãe é aquela que reproduz, tem a capacidade de gerar um novo ser. No entanto, o conceito de ‘Ser Mãe’ e maternidade vai muito além desta visão.

O espírito materno é característica nata de todos os mamíferos. Viver o materno é algo que vai além do cuidado físico, é uma força invisível que permite orientar, acolher e compartilhar alegrias, tristezas, raivas, entre outros sentimentos. Isto faz parte do feminino. O feminino nutre não somente com seu leite, mas também com suas palavras, seus gestos, sua intuição, sua capacidade em dar e receber.

Há muitas mulheres que optaram por viver esta forma de maternidade  com seus sobrinhos, amigos, funcionários, pessoas importantes do seu convívio, demonstrando que o amor verdadeiro é aquele que vem da alma, não precisa ser somente aquele que vem do ventre.

Preciso ser mãe para viver todos estes sentimentos? Com toda certeza não. Hoje, a mulher plena vive todas suas emoções, sabe falar e decide quando calar, tem paciência ou falta dela, pode fraquejar ou resistir e pode ainda optar por ter filhos ou não, mesmo assim sentir-se plena e realizada.

O “materno” vai além da gestação, é algo que vem de dentro sem formas ou receitas, e que nos acompanha durante toda vida – representa o elo que une a mulher ao princípio feminino oferecendo sentido e significado para a vida daqueles que fazem parte da sua história. O feminino gera pessoas para viverem o amor fraterno.

Claudineia Sartori é psicóloga

 

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