Perder o patrimônio líquido de forma súbita em idade média ou avançada foi associado a um risco significativamente maior de morte, de acordo com o estudo da Universidade Northwestern e da Universidade de Michigan.

Os pesquisadores descobriram que perder 75% ou mais de sua riqueza total, em um período de dois anos, torna as pessoas 50% mais propensas a morrerem nos próximos 20 anos.

O estudo, publicado JAMA, é o primeiro a analisar os efeitos de longo prazo de uma grande crise financeira. Embora a taxa de perda de poupança tenha aumentado durante a Grande Recessão, os americanos em idade média e avançada perderam consistentemente suas economias ao longo de um período de 20 anos, independentemente do melhor clima econômico.

Os pesquisadores também avaliaram um grupo de pessoas de baixa renda que não tinham riqueza acumulada e que são consideradas socialmente vulneráveis em termos de saúde. Seu risco aumentado de mortalidade em 20 anos foi de 67%. A descoberta mais surpreendente foi que ter um bom montante de dinheiro e perdê-lo é quase tão ruim para a expectativa de vida quanto nunca ter tido essa riqueza.

A provável causa do aumento do risco de morte pode ser dupla, pois essas pessoas sofrem um problema de saúde mental por se verem sem segurança financeira, bem como por terem se afastado dos cuidados médicos após não conseguirem mais pagar.

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