Acedriana Vicente Vogel

 

Inúmeros são os ditos populares que explicam os percalços da vida, carregados de sabedoria, professados pelas pessoas que nos antecederam e que não perderam o valor pedagógico ao longo do tempo. Há pessoas que passam pela vida ‘plantando vento’ e se surpreendem quando acabam por ‘colher tempestades’. Não é raro se atribuir à sorte as conquistas das pessoas. Que uma parte da conquista é graça, não há dúvidas, mas a outra é esforço, trabalho, dedicação e muita persistência

Em Santa Catarina, ditos populares economizam uma série de explicações sobre o que acontece nos relacionamentos humanos, pois comunicam e ensinam, de forma espontânea, direta e bem-humorada. Capturo, com isso, portanto, o valor da simplicidade nos relacionamentos. E, mais ainda, o quanto é complexo ser simples.

O início de um ano é como um caderno novo, que nos impele a organizar e caprichar somente pelo fato de ser novo. Inúmeros são os propósitos e que, de tantos, acabam no esquecimento. Portanto, avalie esse ‘check list’ a fim de encontrar um tempo na agenda deste ano para exercitar a simplicidade, tão presente na infância e, por vezes, esquecida na vida adulta.

Steve Jobs, fundador da Apple, dizia que a simplicidade era o seu mantra, tanto quanto o foco. “O simples pode ser mais difícil que o complexo: é preciso trabalhar duro para limpar seus pensamentos de forma a torná-los simples”, afirmou certa vez. É a simplicidade que emoldura a memória emocional, que nos constitui como gente e, para reativá-la ao nível da consciência, é necessário nos perguntar: pelo que o nosso coração ‘suspira’?

Curiosamente são as coisas mais simples e singelas que nos marcam positivamente. O exercício da memória nos “gentifica”, ou melhor, resgata os contornos que nos fazem mais gente, mais responsáveis por aquilo que nos tornamos, sem a falsa expectativa de poder colher pera de uma bananeira.

 

* Acedriana Vicente Vogel é diretora pedagógica da Editora Positivos

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