Esse hábito cotidiano, tão importante para prevenir doenças, pode ser mais aproveitado se feito da maneira correta
Mariana Sales
Em um país tropical como o Brasil, tomar banho todos os dias é indispensável. E isso pode ser visto desde que os portugueses aqui chegaram e encontraram os índios bem limpinhos. Os nativos mergulhavam nos rios várias vezes por dia. Já os colonizadores europeus passavam meses sem ao menos trocar de roupa. Com o passar do tempo, o hábito foi sendo incorporado à cultura também dos portugueses, primeiro com as populações mais pobres e somente depois da chegada da família real, em 1808, foi que no Rio de Janeiro foi construído o primeiro sistema de água encanada do Brasil.
Muito tempo depois, em boa parte das casas dos brasileiros pode-se ligar o chuveiro e tomar um banho que, além de relaxante, é importante para prevenir doenças e promover o bem-estar. Começar o banho pelos cabelos e rosto, e depois higienizar o resto do corpo, de cima para baixo, evita levar bactérias às regiões mais sensíveis. E para os fãs de banhos muito quentes e demorados, é bom saber que eles não fazem muito bem a pele.
Temperatura e duração “A pele não tem apenas função estética. Ela é uma barreira de proteção contra a perda de água e contra a entrada de microorganismos. Quando tomamos banhos muito quentes e prolongados, estamos retirando demasiadamente essa barreira de proteção lipídica e assim, nossa pele fica mais ressecada”, explica a médica dermatologista Gisele Teixeira Barbosa. O resultado de tomar banho com água muito quente é uma pele desidratada. Por isso os especialistas recomendam água morna, nem tanto ao frio nem tanto ao quente. “Se a água do banho for menos quente, ou se o banho for mais rápido, a quantidade de lipídios perdida pode não ser tão grande e assim, dá tempo para o próprio corpo ir se recuperando e voltar à hidratação normal”, complementa a dermatologista.
Precisa de bucha? No Oriente, materiais ásperos, feitos de rocha ou cerâmica, eram – e ainda são – usados para esfoliar a pele e retirar a sujeira. Calma, não é preciso chegar a tanto para ficar limpo. Algumas buchas como a vegetal ajudam a fazer uma leve esfoliação e a remover as células mortas da pele, mas não é recomendada para quem tem a pele ressecada. Nesses casos, o ideal é não utilizá-la todos os dias, somente 1 a 2 vezes na semana. É preciso também tomar certo cuidado usando buchas muito ásperas para não machucar a pele.
Sabonetes Em um a época em que não havia sabonete, as pessoas se viravam. Os babilônios, por exemplo, ferviam gordura animal com cinzas vegetais para passar sobre a pele e os cabelos. Já no Egito, uma mistura de bicarbonato de sódio, cinzas e argila fazia as vezes do sabão. Dificuldade pela qual não se passa atualmente. Existe uma variedade bem grande de sabonetes no mercado. O ideal é que o sabonete corporal usado seja um sabonete hidratante. No rosto, é aconselhado usar um sabonete específico para essa área e que seja próprio para sua pele – pele seca ou pele oleosa/mista.
Lavando o cabelo Nos cabelos, deve-se lavar tanto o couro cabeludo quanto os fios. O xampu abre as cutículas dos fios e o condicionador as fecha. Portanto, deve sempre ser aplicado condicionador, mesmo em cabelos finos ou oleosos. A diferença é que, nesses casos, o condicionador deve ser aplicado apenas nas pontas e não no couro cabeludo.
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