![]() |
||||||||
|
||||||||
Luciana Marques
Com a vinda do inverno, as campanhas para a doação de agasalhos estão a todo vapor. Em lugares como estações de trens, supermercados, templos religiosos, entre outros, é possível ver caixas de coletas. As pessoas que passam por esses locais têm uma maior possibilidade de ajudar quem precisa. Basta tirar aquela blusa de lã que há tanto tempo está guardada na gaveta, e colocar na caixa.Em todo país
A campanha acontece em nível nacional. Boa parte dos brasileiros está mobilizada para tentar amenizar o frio das pessoas socialmente desfavorecidas. As primeiras-damas de cada cidade, junto com a promoção social correspondente, entram em contanto com empresas, pedido roupas e sapatos que serão entregues para as instituições cadastradas da região. Outra forma de ajuda são as casas religiosas que recolhem doações entre os irmãos de fé e distribuem para quem precisa. Isso sem falar nas grandes redes de supermercados que possuem suas caixas de doações e listas de instituições para qual serão mandados os donativos. Pelas proximidades
Marta Mota, 25, faz parte da Promoção Social de uma rede de supermercados e conta que a escolha da instituição para receber a doação é feita pela proximidade com as lojas. “Nós somos de Carapicuíba, então, doamos para as instituições daqui. Cada estabelecimento doa para a sua região, geralmente é a mesma que recebe a doação de alimentos”, explica. Os religiosos também estão unidos para ajudar. A assistente social Neiva Aparecida Moura participa de uma Casa de Oração e conta como é feita a campanha. “Em todas as reuniões nós pedimos roupas, sapatos, cobertores que são distribuídos para os moradores de rua frequen-tadores da Casa. Quando a doação é alta nós enviamos para outras instituições como a Casa Maria Maia”, conta. Sem vínculos
A doação não precisa acontecer somente por intermédio das instituições, cada um pode fazer sua parte. A dona de casa Dirce Messias, 70, doa roupas para um asilo que passa recolhendo as peças de casa em casa e diz que nunca entrou em contato para saber o destino certo. “Eu doo, tenho a minha consciência e eles a deles. Estou fazendo a minha parte porque a doação é sempre, não só no frio. Existem pessoas que precisam por um longo período”, afirma. O frio e a necessidade
Fábio Niccaso, 32, está enfrentando o seu primeiro inverno na rua. Devido a brigas familiares, ele saiu de casa. “Está difícil. Faz muito frio durante a noite. Eu ganhei um cobertor de uma igreja, mas fui roubado. E agora estou dormindo em um carro abandonado e preciso conseguir outra coberta”, conta. Lucy Vidal é coordenadora da Associação Beneficente-Casa da Criança que possui 90 assistidos e pela primeira vez está recebendo doação de roupas através de uma rede de supermercados. “Fiquei surpresa e contente com a doação, aqui tem muitas crianças que precisam. Serão feitas sacolas que serão distribuídas entre eles”, esclarece feliz. |
||||||||
![]() |
||||||||